RedeMob propõe interditar terminais e criar linhas diretas durante pandemia

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Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (07), a RedeMob Consórcio, empresa que monitora a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC), propôs interditar os terminais de ônibus durante o período de pandemia do novo coronavírus. De acordo com a proposta, as medidas tomadas até o momento e a redução em cerca de 70% no fluxo de passageiros não é suficiente para evitar a proliferação da Covid-19.

De acordo com Leomar Avelino Rodrigues, Diretor Executivo do RedeMob, a proposta é criar linhas diretas dos bairros mais populosos, de onde originam as maiores demandas para os locais com maior demanda de destino. Segundo ele, desta forma, o usuário ficaria menos tempo dentro do ônibus e chegará mais rápido ao destino.

“Tem casos que a pessoa sai do bairro, vai até o terminal, pega um ônibus, desce em outro terminal e pega outro ônibus para chegar o destino. Em casos como esse, pode ser que a pessoa pegue um único ônibus”, explicou o diretor. De acordo com Leomar, os terminais mais críticos são os que compõem o Eixo Anhanguera, como o Terminal Praça da Bíblia e o Terminal Praça A.

Leomar também ressalta que a maioria dos terminais de ônibus de Goiânia especialmente os do Eixo Anhanguera, estão “sem reforma há 23 anos, encontram-se saturados e inadequados para operação de transportes”. Ainda de acordo com ele, “basta três ônibus chegarem e desembarcarem os passageiros ao mesmo tempo para reunir até  100 pessoas”, conclui.

A Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC) na grande Goiânia, possui 286 linhas de ônibus. Destas, 178 linhas, ou seja, 62% são linhas que fazem algum tipo de alimentação e integram nos terminais, promovendo o embarque e desembarque, diariamente, de cerca de 163 mil atualmente. Em dias normais, esse número pode chegar a mais de 460 mil usuários.

Proposta

De acordo com a proposta, a idéia é concentrar a oferta de viagens nas linhas de eixo com maior demanda. Isto vai diminuir o tempo de espera nos pontos dos corredores de transporte e a quantidade de pessoas dentro dos ônibus.

Além disso, transferir parte da oferta de viagens das linhas alimentadoras de bairros menos populosos para as linhas de Eixo. Com isso, o usuário terá que programar suas viagens pelo aplicativo SimRmtc, para que fique menos tempo esperando no ponto de embarque.

A RedeMob também propõe realizar algumas alterações na rede, se necessário, mediante aglutinação, alteração, exclusão e/ou criação de novas linhas. O período de interdição proposto é enquanto durar as ações governamentais de intervenção social e combate ao coronavírus.

Ordem de implantação da medida:

1. Interditam-se os terminais com menor demanda;

2. Interditam-se os terminais com maior demanda;

3. Gradativamente, os usuários vão sendo orientados, assimilam as mudanças e o novo modelo de operação do serviço.

CMTC precisa aprovar a proposta para que seja implantada

Para que a implantação do sistema seja iniciada é necessário que a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) aprove a proposta. Segundo Leomar, já foi feita uma comunicação com o órgão regulamentador do setor e acredita que a “idéia ganhe força e tenha uma repercussão positiva”.

Em nota, a RMTC disse que “entende que toda ação que possa melhorar o serviço ao usuário terá o apoio do gestor público neste período de pandemia. A CMTC aguarda o envio da proposta técnica para avaliar a sua aplicabilidade sem prejuízos à operação”, finalizou.


Leia mais: Defensoria Pública entra com ação para garantir kits de higiene e EPIs para população de rua

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