A Prefeitura de Goiânia entregou, nesta segunda-feira (12), dois monumentos históricos após obras de revitalização. As estruturas ficam no Bosque dos Buritis e em seu entorno, no Setor Oeste. A iniciativa busca preservar o patrimônio cultural da capital e manter acessíveis à população símbolos importantes da história local.
A recuperação contemplou o Monumento à Paz Mundial, criado pelo artista goiano Siron Franco, e o Monumento aos Mortos e Desaparecidos na Luta Contra a Ditadura Militar, projetado pelo arquiteto Marcus Sales Gebrim. A parceria com a empresa Ademaldo Construções viabilizou os serviços sem custos para o município.
Durante a entrega, o prefeito Sandro Mabel destacou a importância da conservação das obras e agradeceu à empresa pela parceria.
“Uma obra de arte precisa ser revitalizada, porque isso também renova o sentido para o qual ela foi criada. Esses monumentos têm uma simbologia muito forte e representam artistas e momentos importantes da nossa história”, afirmou.
O diretor-presidente da Ademaldo Construções, Ademaldo Carlos Cabral, também ressaltou a importância da iniciativa. Segundo ele, os monumentos apresentavam deterioração provocada pelo tempo e pela ação de terceiros.
“Recebemos com muita alegria o convite da Secretaria Municipal de Cultura para restaurar essas obras. Aceitamos o desafio e ficamos felizes em contribuir com a preservação da cultura da nossa cidade e do nosso estado”, declarou.
De acordo com Cabral, a equipe recuperou as estruturas sem modificar as características originais dos monumentos.

Monumento à Paz Mundial simboliza união entre os povos
Inaugurado em 20 de setembro de 1988, durante o II Simpósio Nacional da Paz na Era Nuclear, o Monumento à Paz Mundial fica dentro do Bosque dos Buritis. A obra de Siron Franco tem aproximadamente cinco metros de altura e combina concreto e vidro em uma estrutura semelhante a uma ampulheta.
No interior, o monumento reúne porções de terra de diferentes países e continentes. A composição simboliza a união, a fraternidade e a paz entre os povos.
A obra foi idealizada após o acidente com o Césio-137, ocorrido em Goiânia em 1987. O monumento propõe uma reflexão sobre os riscos da energia nuclear e a importância da convivência pacífica entre as nações.

Monumento homenageia vítimas da ditadura militar
O Monumento aos Mortos e Desaparecidos na Luta Contra a Ditadura Militar fica em frente ao Bosque dos Buritis. O então prefeito Pedro Wilson inaugurou o espaço em 27 de agosto de 2004.
A Prefeitura de Goiânia escolheu o projeto de Marcus Sales Gebrim por meio de um concurso público. O monumento tem uma esfera metálica dividida em 15 segmentos, cada um representando uma das 15 pessoas mortas ou desaparecidas por razões políticas ligadas a Goiás.
O secretário municipal de Cultura, Uugton Batista, destacou a importância da conservação das duas obras para a memória e a identidade cultural da capital.
Segundo ele, a revitalização contribui para manter os monumentos acessíveis à população e às futuras gerações, preservando seus valores artísticos, históricos e sociais.




