Goiás registra menor taxa de mortalidade infantil desde 2009

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Goiás registrou, em 2025, a menor taxa de mortalidade infantil desde 2009 na série histórica da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO).

O índice caiu de 13,13 para 10,94 mortes de crianças menores de um ano a cada mil nascidos vivos entre 2024 e 2025.

A redução representa uma queda de 16,7% na taxa de mortalidade infantil no período.

O número absoluto de mortes também diminuiu. Goiás registrou 1.003 óbitos infantis em 2025, contra 1.096 no ano anterior.

A diferença representa 93 mortes a menos em um ano. A taxa considera o número de nascidos vivos em cada período e permite comparar a evolução do indicador mesmo com variações na quantidade de nascimentos.

Mortalidade infantil envolve diferentes etapas da assistência

A mortalidade infantil considera as mortes ocorridas antes de a criança completar um ano de idade.

O indicador está relacionado a diferentes etapas da assistência materno-infantil. O acompanhamento começa durante a gestação e inclui o pré-natal, o parto e os cuidados com o recém-nascido.

O atendimento à criança nos primeiros meses de vida também integra esse processo.

Nos últimos dois anos, Goiás ampliou a estrutura destinada ao acompanhamento de gestantes e crianças.

Rede Nascer amplia acompanhamento

A Rede Nascer começou a ser estruturada em 2024, após aprovação da implantação pela Comissão Intergestores Bipartite.

A política foi lançada em 2025 com a proposta de acompanhar gestantes e crianças até os dois anos de idade.

A iniciativa também busca integrar as diferentes etapas do atendimento entre os municípios e a rede estadual.

A previsão de recursos para o programa aumentou no período. Segundo a SES-GO, o investimento previsto foi de R$ 33 milhões para 2025 e chegou a R$ 50 milhões para 2026.

Os recursos são destinados ao cofinanciamento de ações nos municípios e à estrutura necessária para acompanhar gestantes e crianças.

A estratégia envolve planejamento familiar, melhoria do pré-natal, assistência ao parto e monitoramento do crescimento e do desenvolvimento infantil.

Rede Nascer utiliza telefone 155

Uma das ferramentas da Rede Nascer é o acompanhamento direto das gestantes cadastradas.

O programa passou a utilizar o telefone 155 como canal de acesso. A iniciativa também prevê o envio de informações às mulheres acompanhadas e o uso de ferramentas de monitoramento e comunicação com as famílias.

A proposta é identificar riscos durante a gestação e acompanhar a realização e a qualidade do pré-natal antes do parto.

Hospital Estadual de Águas Lindas amplia atendimento

A estrutura hospitalar para atendimento materno-infantil também ganhou uma nova unidade no período.

Inaugurado em junho de 2024, o Hospital Estadual de Águas Lindas oferece serviços de obstetrícia, UTI neonatal e Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais.

A unidade também conta com atendimento pediátrico. O hospital atende moradores da região do Entorno do Distrito Federal e ampliou a oferta de assistência a gestantes e recém-nascidos fora de Goiânia.

Hemu mantém estrutura para casos de maior risco

Em Goiânia, o Hospital Estadual da Mulher Dr. Jurandir do Nascimento (Hemu) continua entre as principais unidades estaduais de assistência materna e neonatal.

O hospital mantém 145 leitos operacionais. A estrutura inclui 29 leitos de UTI neonatal, 22 de cuidados intermediários neonatais, cinco de estabilização neonatal e cinco de UTI materna.

A unidade atende desde gestantes com maior risco até recém-nascidos que precisam de cuidados intensivos.

Em 2025, o Hemu também passou a integrar um projeto nacional para diagnóstico precoce de cardiopatias congênitas em recém-nascidos.

A iniciativa é desenvolvida pelo Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre (RS), dentro do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS.

O projeto busca identificar alterações cardíacas mais cedo e fortalecer o encaminhamento dos bebês para tratamento especializado.

Dados orientam ações nos municípios

A Rede Nascer conta com apoio do Instituto Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e consultoria do Conselho de Secretários Municipais de Saúde.

Em Goiás, o painel estadual permite acompanhar os dados por município. A ferramenta também possibilita identificar diferenças na evolução da mortalidade infantil entre as regiões.

Segundo a SES-GO, o monitoramento auxilia o planejamento das ações voltadas a gestantes e crianças.

Os dados também orientam o direcionamento de recursos e serviços para regiões que apresentam maior necessidade de fortalecimento dos indicadores.

Lucas Freitas
Lucas Freitas
Jornalista formado pela UNIFASAM - Centro Universitário Sul-Americano. Profissional apaixonado em entretenimento, cinemas, teatro, futebol e musicas. Jornalista por amor.

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