A produção independente de jogos digitais em Goiás será destaque no GO Game Festival 2026. O evento será realizado nos dias 11, 12 e 13 de setembro, no Passeio das Águas Shopping, em Goiânia.
A GAMEGO, Associação dos Criadores de Jogos de Goiás, participará do festival com uma seleção de 10 jogos desenvolvidos por estúdios e criadores goianos.
O espaço permitirá que o público experimente os títulos e conheça de perto os responsáveis pelas produções. A iniciativa busca ampliar a visibilidade do mercado local e apresentar a diversidade da produção independente no Estado.
Produção goiana reúne diferentes estilos
A seleção da GAMEGO reúne jogos de diferentes gêneros e propostas. Há desde títulos inspirados nos consoles clássicos até produções que exploram elementos da cultura e da biodiversidade brasileira.
Entre os jogos apresentados estão Josh Journey: Darkness Totems, da Provincia Studio; Kambulin, do Ritus Studio e Fabio Beifuss; ATHOS Super Navinha, da KomBits Game Studio; e Turbo Trigger, de Clinton Ferraz.
Também fazem parte da seleção Na Cabeça do Bicho, da Busy Boys; Ultimate Truco, da Ultimate Interactive; Shadows and Fears: Rise of the Monarch, da Gearworks Games Studios; Mayday: The Survival Island, da Pequi Studios; Mushroom Drink, também da Provincia Studio; e Tales of a Blacksmith, da AstraAbyssi.

Jogos exploram cultura e biodiversidade
Entre os destaques está Kambulin, uma aventura de plataforma em 2D com visual em pixel art. O jogo apresenta cenários inspirados na fauna, na flora e no Cerrado.
Já Na Cabeça do Bicho aposta em uma narrativa de mistério voltada ao público infantojuvenil e familiar. Na história, o jogador assume o papel de um cão detetive que investiga casos e resolve quebra-cabeças em uma cidade semelhante a Goiânia.
A produção goiana também inclui trabalhos com direção artística artesanal. Premiado, Josh Journey: Darkness Totems é um jogo de ação e aventura no estilo beat ’em up, com animação tradicional feita à mão.
Jogos também resgatam estética retrô
A diversidade também aparece nas plataformas e referências utilizadas pelos desenvolvedores goianos. ATHOS Super Navinha, por exemplo, aposta em uma estética retrô e foi desenvolvido para funcionar em equipamentos clássicos, como Mega Drive e Dreamcast.
Para quem prefere disputas entre jogadores, Turbo Trigger oferece partidas rápidas no formato arena shooter. O título permite confrontos entre até quatro pessoas no mesmo computador.
Para Arlam Júnior, do estúdio Brasbravel e um dos organizadores do espaço da GAMEGO, a participação no festival também valoriza a criatividade autoral.
“Criar um jogo independente é, antes de tudo, um ato de expressão artística e paixão. Em uma época em que tanto se fala em automação, é a criatividade humana e o olhar atento para nossas origens que tornam esses jogos inesquecíveis”, afirma.

Encontro Mulheres nos Jogos será realizado no festival
O GO Game Festival também receberá, no dia 13 de setembro, uma edição especial do Encontro Mulheres nos Jogos.
A atividade busca fortalecer a participação feminina e de grupos minorizados no desenvolvimento e no consumo de jogos digitais, analógicos e híbridos.
Mulheres que se inscreveram previamente terão acesso a vouchers para visitar o festival. Elas também poderão participar de uma visita guiada pela feira, com apoio do GO Game Festival.
A proposta é apresentar a presença feminina em diferentes etapas da cadeia produtiva do entretenimento.
GAMEGO representa desenvolvedores de Goiás
A GAMEGO atua na organização e representação da comunidade de desenvolvimento de jogos digitais e analógicos em Goiás.
A associação também promove ações de capacitação, articula desenvolvedores e busca ampliar a presença da produção local no mercado.
A participação no GO Game Festival 2026 representa uma oportunidade para os criadores goianos apresentarem seus trabalhos diretamente ao público e ampliarem o contato com a comunidade de jogadores.



