O Plenário da Câmara de Goiânia aprovou, por unanimidade, na última quarta-feira (20), o projeto de lei (PL 164/2024) que inclui o Festival Internacional de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero de Goiás (DIGO) no Calendário Oficial de Eventos do Município. A autoria do projeto é do vereador Fabrício Rosa (PT), a proposta determina que o evento seja realizado todos os anos no mês de junho e autoriza a Prefeitura a apoiar o festival por meio de parcerias, patrocínios e outras formas de colaboração. Após quase dois anos de tramitação, marcados por pedidos de vista e tentativas de barrar a proposta. O projeto agora segue para sanção do prefeito Sandro Mabel (União Brasil).
O DIGO começou em 2015 e se destaca como um espaço de celebração da diversidade sexual e de gênero por meio do cinema no estado. A programação inclui mostra competitiva de filmes selecionados entre produções de todo o mundo, além de apresentações, oficinas, debates e atividades voltadas ao orgulho LGBTQIA+.
O festival alcançou a marca de mais de 13 mil pessoas na sua terceira edição e registrou o recorde de 1 milhão de interações. Ao longo de sua trajetória, distribuiu mais de R$ 100 mil em prêmios em dinheiro. Além das premiações financeiras, o festival também premia com bolsas de estudo e troféus que fomentam a produção audiovisual independente.
Passo necessário
Para o vereador Fabrício Rosa, a aprovação é um passo necessário dado o cenário de violência estrutural que existe contra o público LGBTQIA+. Ainda segundo o vereador, eventos como o DIGO têm papel estratégico no desenvolvimento cultural da cidade, por meio do diálogo do audiovisual com a diversidade humana, preservando direitos humanos igualitários por meio de discussões necessárias à população.
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“O DIGO visa expandir a cultura goiana por meio do diálogo intercultural do audiovisual com a diversidade humana, preservando os direitos humanos igualitários por meio de discussões necessárias à população em geral. A inclusão do DIGO no calendário oficial de eventos de Goiânia é uma forma de reconhecer e valorizar este importante evento cultural, garantindo sua continuidade e ampliando seu impacto social e cultural na cidade”, descreve Fabrício Rosa.
Para o diretor do festival, Cristiano Sousa, o reconhecimento rompe com um histórico de marginalização que contrasta com a contribuição concreta do festival à cidade. “O DIGO Festival sempre foi um projeto de resistência. Infelizmente, ao longo dos anos, nós nos acostumamos a caminhar sob a sombra da violência, do abandono institucional e da constante ameaça de ataques ou cancelamentos.” Destaca Cristiano.
Próxima edição
O DIGO chega à sua 12ª edição entre 18 e 21 de junho, em Goiânia, no mês do Orgulho LGBTQIA+. O evento seguirá com uma programação de celebração da diversidade sexual e de gênero, e será aberto ao público.



