A retirada de quase 50 árvores nas proximidades do Lago das Rosas, no Setor Oeste, em Goiânia, foi suspensa temporariamente após mobilização da população e protestos realizados no último domingo (24).
O prefeito Sandro Mabel afirmou que a Amma fará um novo laudo técnico antes de decidir sobre os cortes previstos na região.
“Não vamos avançar sem um novo laudo técnico, inclusive com participação da própria associação [dos moradores]. Goiânia é uma das cidades mais arborizadas do mundo e eu tenho muito orgulho disso”, afirmou o prefeito.
A polêmica começou após equipes da Amma iniciarem a remoção de árvores na última semana. Moradores do Setor Oeste questionaram a medida e alegaram que parte dos exemplares não apresentava comprometimento estrutural.

Durante o protesto, moradores também citaram posicionamento anterior do Ministério Público de Goiás, que já havia defendido que a retirada de árvores em áreas urbanas deve ocorrer apenas em situações excepcionais, mediante laudos técnicos detalhados e análise de alternativas ambientais e urbanísticas.
De acordo com a justificativa inicial da prefeitura, os 48 cortes previstos seriam necessários por questões de segurança e revitalização da área. Já ambientalistas e moradores afirmam que entre as árvores estão espécies consideradas nobres, como pau-brasil, flamboyant, jamelão, pata-de-vaca, goiabeira, paineira-barriguda e ipês.
Em nota, a Amma informou anteriormente que parte das árvores apresentava comprometimento estrutural e fim do ciclo vital, oferecendo risco de queda. O órgão também explicou que algumas árvores saudáveis haviam sido autorizadas para retirada devido à implantação de um pet place e outras intervenções previstas no projeto de revitalização do parque.




