A Prefeitura de Goiânia iniciou, nesta semana, uma força-tarefa para enfrentamento da dengue no Parque Amazônia. A ação, coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), reúne diferentes estratégias para reduzir a população do mosquito Aedes aegypti na região.
“As visitas domiciliares serão intensificadas e percorrerão cerca de nove mil imóveis residenciais e comerciais para inspeção e aplicação de larvicidas”, afirma o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer. “Vamos realizar também a abertura compulsória de locais fechados ou abandonados, pulverização de inseticidas com bombas costais em pontos estratégicos e nebulização com ultra baixo volume (UBV) em áreas abertas”, detalha.

Ações combinam combate em diferentes fases do mosquito
De acordo com o diretor de Vigilância em Zoonoses, Carlos Lemos, a estratégia permite atuar em todas as fases do vetor.
“Nós atuamos tanto eliminando criadouros e larvas, como também mosquitos adultos”, explica. “O UBV, popularmente conhecido como fumacê, é um método de controle químico do Aedes aegypti, utilizado para eliminar mosquitos adultos em áreas com alto índice de infestação ou de difícil acesso”, completa.
A nebulização ocorre entre 5h e 8h da manhã e das 15h às 17h, horários em que há maior atividade do mosquito e condições mais favoráveis para dispersão do inseticida.
Ao todo, a operação mobiliza 70 agentes de combate a endemias. Também conta com equipes de aplicação com bombas costais e duas camionetes para nebulização com UBV.
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Parque Amazônia concentra casos da doença em 2026
O Parque Amazônia já registra 132 casos confirmados de dengue em 2026, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.
“Temos notado a concentração de casos da doença no bairro e, por isso, intensificamos as ações para enfrentamento ao mosquito”, afirma Pellizzer.
No total, a capital soma 9.830 casos confirmados de dengue nas 13 primeiras semanas do ano. O número ainda é inferior ao registrado no mesmo período de 2025, com mais de 11.900 casos. Mesmo assim, a gestão municipal reforça a necessidade de prevenção.
“O número ainda é menor do que o registrado no ano passado, mas já estamos trabalhando para evitar um cenário epidemiológico mais desfavorável”, pontua o secretário.



