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sexta-feira, 27, março 2026

MotoGP movimenta R$ 1,14 bilhão em Goiás e supera projeções, aponta pesquisa realizada pela FGV

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A etapa brasileira do MotoGP movimentou R$ 1,14 bilhão na economia de Goiás, segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado supera a projeção inicial de R$ 867 milhões e confirma o impacto positivo do evento, realizado em Goiânia. 

O órgão divulgou os dados nesta sexta-feira (27). Os números mostram que, além do público expressivo, a competição gerou R$ 173 milhões em tributos e criou 10.838 postos de trabalho. Do total, 8.206 são diretos e 2.632 indiretos.

Para o governador Ronaldo Caiado, o resultado valida a estratégia do estado em trazer o evento de volta. “Mostramos o potencial de Goiás para receber mais de 150 mil turistas e resgatamos uma prova que não era realizada no Brasil há 22 anos e em Goiás há 36 anos”, afirmou. 

O retorno econômico também superou o investimento de R$ 250 milhões na reforma do Autódromo Internacional Ayrton Senna. Segundo o vice-governador Daniel Vilela, o impacto foi quatro vezes maior. “É um investimento que se paga já no primeiro ano, com geração de empregos e oportunidades”, destacou. 

Impacto econômico e empregos 

Do total movimentado, R$ 706,5 milhões correspondem a impactos diretos. Outros R$ 434,5 milhões resultam de impactos indiretos, que envolvem gastos do público, da organização, de patrocinadores e da mídia.

Além disso, o evento contribuiu para a geração de mais de 10 mil empregos e reuniu 148.384 pessoas ao longo dos três dias de programação. 

O CEO do MotoGP no Brasil, Alan Adler, destacou a visibilidade internacional da competição. “Um evento desse porte atrai atenção global. Com boa gestão, o retorno é garantido”, afirmou. 

Exposição internacional 

A visibilidade de Goiânia, de Goiás e do Brasil na mídia internacional também foi expressiva. Segundo a empresa Formula Money, a exposição gerada alcançou US$ 352 milhões — cerca de R$ 1,8 bilhão na cotação atual. 

O valor considera menções em transmissões, reportagens e conteúdos publicados durante todo o fim de semana da competição. 

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Turismo e ocupação máxima 

O fluxo de visitantes foi determinante para o resultado econômico. A rede hoteleira atingiu 100% de ocupação durante o evento, impulsionada pela presença de turistas de todo o país e do exterior. 

O gasto médio por visitante foi de R$ 6.856,28, considerando despesas com o evento e estadia média de quatro noites. Ao todo, o MotoGP atraiu público de 20 países e de 25 unidades federativas brasileiras. 

Cerca de 70% dos participantes vieram de fora de Goiânia, com destaque para cidades como São Paulo, Brasília, Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Entre os estados, São Paulo lidera a origem dos turistas, seguido por Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Distrito Federal. 

No público internacional, predominam visitantes da Espanha e Argentina, além de países como Colômbia, Inglaterra e França. 

Satisfação do público 

A avaliação do evento também foi positiva. Entre os presentes, 74,7% participaram dos três dias de programação e 76% demonstraram intenção de retornar em 2027. 

Em uma escala de 1 a 5, o MotoGP recebeu nota média de 4,07, enquanto a cidade de Goiânia foi avaliada com 4,26. 

A próxima edição do MotoGP Grande Prêmio do Brasil está prevista para 2027, com ingressos já disponíveis.  

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