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sábado, 21, março 2026

Agro em Goiás pode retirar até 5 toneladas de dióxido de carbono por tonelada de grãos, aponta pesquisa

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O agronegócio em Goiás pode desempenhar um papel estratégico no combate às mudanças climáticas. Dados preliminares de uma pesquisa indicam que, para cada tonelada de grãos produzida no estado, até cinco toneladas de dióxido de carbono (CO₂) podem ser retiradas da atmosfera.

O levantamento faz parte do programa Goiás Verde, desenvolvido pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), em parceria com o Centro de Excelência em Agricultura Exponencial (Ceagre).

Pesquisa avalia impacto direto da produção agrícola

O estudo, que conta com investimento de cerca de R$ 4 milhões, vem sendo realizado há aproximadamente um ano em 11 propriedades rurais localizadas em Cristalina e Rio Verde.

A proposta é medir e monitorar a emissão e a absorção de gases de efeito estufa, com foco no CO₂. Na fase inicial, a equipe já coletou 2,4 mil amostras de solo em 400 pontos diferentes.

Os primeiros resultados apontam que áreas de cultivo podem apresentar níveis de matéria orgânica e carbono no solo semelhantes aos de regiões com vegetação nativa, especialmente até 30 centímetros de profundidade.

Produção agrícola pode atuar como aliada do meio ambiente

Outro dado relevante da pesquisa é a capacidade de culturas como a soja de absorver dióxido de carbono durante o processo produtivo.

Na prática, isso significa que parte do carbono presente na atmosfera se incorpora à biomassa das plantas e ao solo. Esse processo reforça o papel da agricultura como aliada na redução de emissões.

Os resultados também indicam que técnicas utilizadas na agricultura tropical brasileira podem contribuir para um modelo mais sustentável de produção.

Tecnologia e inteligência artificial no campo

A pesquisa reúne uma equipe multidisciplinar com especialistas em áreas como ciência do solo, plantas, geotecnologia e computação.

Ao todo, cerca de 34 profissionais participam do projeto, incluindo pesquisadores, doutores e estudantes. A análise dos dados utiliza tecnologias como inteligência artificial, machine learning e deep learning para interpretar as informações coletadas.

Além disso, o monitoramento conta com o uso de satélites, drones e ferramentas digitais para ampliar a precisão dos resultados.

Monitoramento em tempo real amplia precisão dos dados

O projeto também passou a contar com torres de fluxo equipadas com sensores capazes de medir, em tempo real, a troca de gases e água entre o solo, as plantas e a atmosfera.

Esses equipamentos permitem acompanhar quanto carbono está sendo absorvido ou liberado pelas culturas, gerando dados inéditos para a gestão ambiental no estado.

Sustentabilidade como ativo econômico

Um dos objetivos do estudo é transformar práticas agrícolas sustentáveis em indicadores mensuráveis. Isso pode permitir que produtores comprovem o uso de técnicas de baixo carbono, como agricultura regenerativa e uso de bioinsumos.

Com isso, abre-se espaço para acesso a mercados internacionais mais exigentes e a possíveis incentivos financeiros ligados à sustentabilidade.

Goiás busca protagonismo no agro sustentável

A iniciativa também reforça a tentativa de posicionar Goiás como referência nacional em produção agrícola sustentável.

Os dados preliminares indicam que é possível conciliar produtividade e responsabilidade ambiental, em um cenário em que o agronegócio passa a ser visto não apenas como parte do problema, mas também como parte da solução no enfrentamento das mudanças climáticas.

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