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sexta-feira, 30, janeiro 2026

Em meio à repercussão do caso Orelha, mulher é presa por abandonar cachorro em Valparaíso de Goiás 

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Os casos de violência contra animais voltaram a gerar indignação e mobilização popular em todo o país. Em Goiás, mais um episódio de maus-tratos terminou com prisão em flagrante, após denúncias de abandono de um cachorro em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. 

A Polícia Civil de Goiás, por meio da 1ª Delegacia Distrital de Polícia de Valparaíso de Goiás – 5ª DRP, em ação conjunta com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), prendeu uma mulher suspeita de abandonar um cão em um imóvel no bairro Esplanada III. 

Animal foi encontrado sozinho, sem comida e em ambiente insalubre 

A ocorrência teve início após denúncias apontarem que a tutora teria se mudado do local e deixado o animal sem qualquer tipo de assistência. Ao chegarem ao endereço, os policiais constataram que o imóvel estava abandonado, com acúmulo de sujeira e vegetação alta no interior do lote. 

Do portão, a equipe conseguiu visualizar o cachorro sozinho e acuado em meio ao matagal, sem acesso à alimentação e em um ambiente considerado insalubre, com recipientes de água em condições precárias de higiene. 

Diante da situação, a equipe resgatou o animal e garantiu os cuidados necessários. Em seguida, os agentes localizaram a suspeita em outro endereço. Eles a conduziram à delegacia e registraram a prisão em flagrante. O crime está previsto na legislação ambiental e está relacionado ao abandono de animal doméstico.

A Polícia Civil informou que todas as providências cabíveis foram adotadas para garantir a integridade e o bem-estar do cão. 

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Caso em Goiás repercute em meio à comoção nacional 

O episódio em Valparaíso aconteceu enquanto o país acompanha a repercussão nacional do caso do cachorro Orelha. Ele morreu após um grupo de adolescentes agredi-lo violentamente na região da Praia Brava, em Florianópolis (SC).

Orelha tinha cerca de 10 anos e era considerado um cão comunitário. Moradores do bairro cuidavam do animal. Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, a equipe encontrou Orelha ferido e o levou para atendimento veterinário, mas ele não resistiu.

As investigações identificaram quatro adolescentes suspeitos de envolvimento na agressão e também três familiares, que teriam coagido testemunhas durante a apuração. A polícia analisou mais de 72 horas de imagens de 14 câmeras de monitoramento e ouviu mais de 20 pessoas. 

Caso Orelha: quando a violência não pode ser relativizada - Diário do Rio  de Janeiro

Além de Orelha, o grupo também atacou outro cão comunitário da região, conhecido como Caramelo. Eles chegaram a jogar o animal no mar, mas ele conseguiu escapar e acabou sendo adotado.

Dois dos adolescentes suspeitos estão atualmente nos Estados Unidos, em viagem já programada, e devem retornar ao Brasil na próxima semana. Por serem menores de idade, nomes e imagens não podem ser divulgados, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). 

Em nota, a Associação de Praia Brava destacou que Orelha fazia parte do cotidiano do bairro há muitos anos e era símbolo de convivência e afeto, o que ampliou a comoção e a revolta entre moradores e internautas.

Cão jogado no mar após jovens matarem Orelha é adotado por delegado | CNN  Brasil
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