O Governo de Goiás avançou na consolidação da silvicultura com a estruturação do Plano de Desenvolvimento do Setor Florestal, proposta apresentada neste mês de janeiro e inserida na Política Florestal do estado. Em fase de elaboração, o plano organiza ações estratégicas para ampliar a base de florestas plantadas, fortalecer cadeias produtivas que demandam madeira — como alimentos, construção civil e etanol de milho — e criar um ambiente mais favorável à atração de novas indústrias, como celulose, papel e painéis.
A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) conduz a construção e a implantação do plano. Além disso, atua em parceria com o Sebrae, a Faeg e a Fieg. A iniciativa conta com apoio institucional da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ).
A Seapa coordena o Plano Diretor Florestal. O documento reunirá estudos edafoclimáticos, logísticos e econômicos para orientar investimentos e estruturar zonas produtivas. Além disso, o plano prevê ajustes estruturais e legislativos para melhorar o ambiente de negócios. A proposta também reúne órgãos públicos, universidades, centros de pesquisa e o setor produtivo. Com isso, inclui ações de campo, workshops técnicos e diálogo direto com produtores e consumidores de madeira.

Relevância do setor florestal
Durante o lançamento, o vice-governador Daniel Vilela destacou o cenário de crescimento econômico de Goiás e a relevância do setor florestal na ampliação de oportunidades. Segundo ele, a base florestal reúne demanda global crescente e condições para fortalecer a geração de renda e atrair investimentos no estado.
Já o titular da Seapa, Pedro Leonardo Rezende, ressaltou o papel do planejamento na organização do setor. Para o secretário, o plano integra informações estratégicas, articula esforços públicos e privados e cria condições para ampliar a base florestal, oferecendo previsibilidade ao investidor e reforçando o abastecimento das cadeias produtivas.
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Produção florestal em Goiás cresce e mostra potencial de expansão
Em Goiás, a silvicultura tem como principal ativo a produção de lenha. Em 2024, a produção de lenha de eucalipto chegou a 3,2 milhões de m³, com valor de produção de R$ 389 milhões, acima dos 3,1 milhões de m³ registrados em 2023, quando o valor foi de R$ 309,3 milhões.
Outro avanço significativo ocorreu na produção de madeira em tora de eucalipto destinada ao setor de papel e celulose, que passou de 268,5 mil m³ em 2023 para 880,8 mil m³ em 2024. A movimentação financeira evoluiu de R$ 20,7 milhões para R$ 211,3 milhões no mesmo período.
A borracha natural também mantém participação relevante no setor. Em 2024, Goiás produziu 31,3 mil toneladas de látex coagulado, volume próximo ao de 2023, quando foram registradas 32,2 mil toneladas, movimentando R$ 101,2 milhões.
Segundo o IBGE, o carvão vegetal integra a base produtiva. Em 2024, a produção chegou a 3,3 mil toneladas, com valor de R$ 7,2 milhões.
Atualmente, o estado conta com cerca de 123,2 mil hectares de florestas plantadas voltadas à produção florestal, que movimentaram R$ 782,6 milhões em 2024. O Governo de Goiás avalia que o setor tem potencial de expansão, impulsionado pela demanda crescente, disponibilidade de áreas aptas e condições edafoclimáticas favoráveis do Cerrado.



