MPGO apura possível intervenção irregular em áreas verdes do Setor Parque das Laranjeiras, em Goiânia 

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O Ministério Público de Goiás (MPGO) instaurou um Procedimento Preparatório para investigar possíveis irregularidades no projeto de reurbanização do Setor Parque das Laranjeiras, em Goiânia. O plano prevê a criação de cerca de 190 vagas de estacionamento ao longo de um trecho de aproximadamente 400 metros da Avenida Flamboyant. A iniciativa do MP é conduzida pelo promotor de Justiça Juliano de Barros Araújo, da 15ª Promotoria de Justiça da capital, após o recebimento de diversas representações de moradores sobre intervenções em áreas verdes. 

As notícias enviadas ao Ministério Público — reunidas em diferentes Notícias de Fato — apontam preocupações relacionadas à supressão de árvores, redução de áreas verdes, perda de espaços de convivência e alterações no paisagismo do bairro. Moradores também relataram que o projeto prevê vagas em “escama de peixe”, transformação de áreas de lazer em estacionamento e criação de uma Zona Especial de Interesse Gastronômico, o que poderia alterar o caráter predominantemente residencial da região. 

Foto: Rafael Freitas

Repercussão

O tema ganhou repercussão na imprensa local, com reportagens destacando mobilização comunitária contrária ao projeto. Entre os pontos citados estão riscos ambientais, impermeabilização do solo, impactos na mobilidade e críticas à falta de diálogo prévio com a população. Moradores realizaram protestos e organizaram um abaixo-assinado eletrônico pedindo a preservação das áreas verdes. 

Na quinta-feira (27), um grupo de moradores se reuniu com o promotor Juliano de Barros Araújo. Eles solicitaram a intervenção do MPGO diante dos possíveis danos ambientais. Após a reunião, o Ministério Público entendeu ser necessária uma apuração preliminar antes de decidir sobre a instauração de um eventual Inquérito Civil. 

O procedimento instaurado determina a reunião de todas as notícias de fato e reportagens sobre o caso. O MPGO também requisitou informações técnicas à Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo Estratégico (Seplan), à Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra) e à Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (Set), incluindo cópia integral dos processos, aprovação técnica, eventuais desafetações e previsão de início das obras. O Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) também deverá emitir parecer sobre possível desconfiguração do projeto urbanístico original do bairro.

Leia Mais: Prefeitura de Aparecida inicia Mutirão da Habitação para atualização e cadastro no processo seletivo de 768 apartamentos 

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