Vereadores encontram irregularidades no aterro de Goiânia durante primeira vistoria da CEI do Limpa Gyn 

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Em visita ao aterro sanitário de Goiânia, a Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Limpa Gyn realizou sua primeira inspeção para acompanhar de perto a coleta e o destino dos resíduos da capital. Cinco vereadores participaram da ação, incluindo a vereadora Aava Santiago (PSDB) e o presidente da comissão, Welton Lemos (Solidariedade). 

Segundo a Comurg, cerca de 500 caminhões de lixo chegam diariamente ao aterro, cada um com até 4 toneladas de resíduos. Pelo contrato vigente, a Prefeitura paga R$ 171,62 por tonelada de lixo comum e R$ 828,27 por tonelada de recicláveis. 

Falhas graves no controle do lixo

Durante a visita, a vereadora Aava Santiago apontou falhas graves no controle do lixo. “O sistema usado para registrar os resíduos não é confiável. A balança emite um tíquete, mas não há aferição interna ou registro digital das medições. Também não existe fiscalização adequada do tipo de resíduo que chega, nem acompanhamento dos caminhões até o local de descarte. É muito difícil saber se o goiâniense está pagando o que é justo”, afirmou. Santiago destacou ainda que o aterro não cumpre totalmente sua função de reduzir o mau cheiro e a presença de animais, com aves de rapina e odor intenso sendo verificados no local. 

Aava Santiago identifica irregularidades em documentos apresentados à CEI da Limpa Gyn
Foto: Danillo Santos

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O presidente da CEI, Welton Lemos reforçou a necessidade de melhorias. “Vimos muitas irregularidades no recebimento do lixo e na infraestrutura do aterro. A entrada e a pesagem do lixo são totalmente precárias, praticamente amadoras. Embora os servidores façam o trabalho deles corretamente, o controle precisa ser mais tecnológico, digital e transparente, garantindo segurança e fiscalização efetiva”, disse. 

Foto: Divulgação

Durante a inspeção, os vereadores conheceram todo o funcionamento do aterro, desde o tratamento do gás gerado pelo lixo até o destino do chorume, que passa por tratamento inicial e é enviado à Saneago, responsável por devolvê-lo limpo à natureza. Apesar disso, parlamentares observaram condições precárias de trabalho e falhas no controle dos resíduos. 

Ao final, Welton Lemos reforçou o compromisso da comissão em cobrar melhorias. 

“Vamos acompanhar de perto a situação do lixo em Goiânia e apresentar recomendações para que o serviço seja mais eficiente, seguro e transparente”, concluiu.  

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