Caiado articula com governo dos EUA para reduzir impactos do tarifaço a produtos goianos

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O governador Ronaldo Caiado anunciou nesta quinta-feira (31), por meio das redes sociais, que está em negociação direta com representantes do governo dos Estados Unidos para tentar minimizar os efeitos do tarifaço imposto pelo presidente norte-americano Donald Trump aos produtos brasileiros, especialmente aqueles com impacto direto no mercado goiano. 

A medida do governo dos EUA, que estabeleceu uma tarifa de 50% sobre uma série de itens brasileiros, excluiu mais de 600 produtos da lista, mas manteve alguns setores estratégicos para Goiás, como o de carnes e açúcar. Caiado se mostrou insatisfeito com a decisão e afirmou que atua para excluir novos produtos da taxação.

Segundo o governador, desde que tomou conhecimento da medida, mobilizou seu secretariado para buscar alternativas que assegurem a continuidade dos negócios e a manutenção dos empregos no estado. Uma das ações foi uma videoconferência com o encarregado de negócios da Embaixada dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar. “Sempre existiu uma parceria do Governo de Goiás com os Estados Unidos. É fundamental que isso continue, pois o setor produtivo espera apoio do governo americano”, disse Caiado. 

Ainda de acordo com o governador, Gabriel Escobar se mostrou receptivo à solicitação goiana e prometeu atuar junto ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para tentar reduzir os impactos no setor produtivo local. 

Leia Mais: Polícia Civil deflagra Operação Picadeiro contra fraudes em ONGs beneficiadas por emendas em Goiânia

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Apoio às empresas 

Enquanto aguarda um posicionamento oficial dos EUA, o Governo de Goiás anunciou uma série de medidas emergenciais para apoiar os empresários prejudicados. Entre elas está a criação do Fundo Creditório, que prevê o investimento de R$ 628 milhões em créditos de ICMS para servir como garantia em operações de crédito. O foco são os 18 setores goianos com maior volume de exportação para o mercado norte-americano. 

O governo estadual estuda utilizar o Fundo de Equalização para o Empreendedor (Fundeq). O programa foi criado durante a pandemia para subsidiar encargos de empréstimos. A gestão também considera o uso do Fundo de Estabilização Econômica do Estado de Goiás, que funciona como uma reserva para momentos de crise.

As iniciativas visam dar fôlego às empresas e garantir a manutenção de serviços essenciais em meio às turbulências provocadas pelo aumento das tarifas. 

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