Prefeitura de Goiânia inaugura 1º Meliponário Científico e planeja levar abelhas sem ferrão para escolas da rede municipal

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A Prefeitura de Goiânia deu um passo importante na preservação ambiental com a inauguração do 1º Meliponário Científico da cidade, nesta terça-feira (20), no Parque Bernardo Élis. O espaço será dedicado à conservação de abelhas nativas sem ferrão e à proteção de seus habitats, a partir do resgate de colônias encontradas em podas e remoções de árvores.

Durante a cerimônia, o prefeito Sandro Mabel destacou a importância da iniciativa e anunciou que pretende levar o projeto às escolas municipais. “Queremos colocar caixinhas de abelhas em algumas escolas. São espécies sem ferrão, que produzem mel de alta qualidade. As crianças poderão acompanhar de perto esse processo e até provar o mel de vez em quando”, afirmou.

O meliponário foi implantado por meio do Projeto Meliponizar, fruto de uma parceria entre a Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). A proposta é transformar o local em referência estadual em conservação de abelhas e educação ambiental.

Educação e sustentabilidade

Max Vinicius, gerente de Conservação, Biodiversidade e Fauna da Semad, reconheceu o projeto como pioneiro e defendeu sua ampliação. “Goiânia está dando o exemplo. A ideia é descentralizar e levar esse modelo para outros municípios. Estamos mudando o olhar sobre a importância das abelhas”, explicou.

Mabel também reforçou a conexão entre o projeto e a vocação agrícola do estado. “Goiás depende da polinização feita pelas abelhas, que sofrem com o uso excessivo de defensivos agrícolas. Aqui nas cidades, podemos cuidar delas, resgatar colônias e levá-las para locais adequados. Inaugurar um meliponário é valorizar a vida”, afirmou.

Segundo a presidente da Amma, Zilma Peixoto, o Projeto Meliponizar nasceu da necessidade urgente de preservar as abelhas nativas sem ferrão. “Elas não são apenas polinizadoras, são guardiãs da vida. Sem elas, não há produção de alimentos, não há equilíbrio ambiental. O desmatamento e as mudanças climáticas têm colocado essas espécies em risco, e precisamos agir”, alertou.

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Pesquisa e preservação

Além de atuar na conservação, o meliponário funcionará como espaço de pesquisa científica, desenvolvimento de tecnologias sustentáveis e educação ambiental. Com isso, a proposta é ampliar o conhecimento sobre os polinizadores nativos e sensibilizar a população sobre sua relevância para a saúde dos ecossistemas.

Com manejo adequado e ações de conscientização, o meliponário promete se tornar um centro de referência para a sustentabilidade urbana e a proteção da biodiversidade.

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