Goiás completa um ano como estado livre de febre aftosa sem vacinação

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Há um ano, Goiás conquistou o reconhecimento oficial como estado livre de febre aftosa sem vacinação. O anúncio, feito em 2024 pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) por meio da Portaria nº 665, foi um grande avanço para a pecuária goiana. Ele abriu novas oportunidades no mercado internacional e reforçou o compromisso do estado com a sanidade animal.

Para alcançar esse status, Goiás precisou cumprir todas as exigências sanitárias do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância da Febre Aftosa (PE/PNEFA), estabelecido pelo Mapa. A última campanha de vacinação ocorreu em novembro de 2022, quando a imunização foi retirada.

O presidente da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), José Ricardo Caixeta Ramos, destaca que, apesar da suspensão da vacinação, o monitoramento continua. “Seguimos empenhados em cumprir as diretrizes do PNEFA”, afirmou. As principais ações da Agrodefesa incluem o fortalecimento da fiscalização nas fronteiras estaduais, a realização de campanhas educativas para os pecuaristas e a modernização dos sistemas de rastreabilidade do rebanho.

Além disso, a retirada da vacinação trouxe impactos positivos para a pecuária goiana. Ela reduziu os custos com a compra de vacinas e ampliou a competitividade do estado no mercado internacional. “Com esse reconhecimento, Goiás se torna mais atrativo para a exportação de carne bovina e outros produtos agropecuários”, ressalta José Ricardo.

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Reconhecimento internacional

A Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) aprovou, no dia 24 de fevereiro, o pedido do Brasil para ser reconhecido como zona livre de febre aftosa sem vacinação. No entanto, a certificação final depende da aprovação dos países-membros da OMSA. Esse processo está previsto para maio, durante a Assembleia Geral da entidade em Paris, França.

De acordo com Rafael Vieira, diretor de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, esse reconhecimento internacional se torna ainda mais relevante diante dos casos recentes de febre aftosa na Alemanha, Eslováquia e Hungria. “Estamos, portanto, mostrando ao mundo a excelência sanitária e a sustentabilidade da pecuária goiana e brasileira. Esse reconhecimento é fruto de um trabalho conjunto entre governo, produtores e entidades do setor”, conclui.

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