Governo de Goiás e Unesco promovem seminário internacional sobre o futuro da água no mundo, em Rio Quente

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O Governo de Goiás e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) promovem juntos um seminário internacional pensado para discutir meios de garantir a disponibilidade de água no mundo, no futuro. O evento acontece dos dias 10 a 13 de setembro, em Rio Quente, e reunirá representantes de outros estados  brasileiros, do setor produtivo de 22 países.

Segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), o evento acontece enquanto se comemora o Dia do Cerrado, em 11 de setembro. “O debate sobre a água é transversal, está presente em todos os tópicos da nossa agenda. Foi por isso que nós o escolhemos como eixo central”, afirma a secretária Andréa Vulcanis. “É simbólico que o seminário aconteça em um município cuja economia gira em torno da água, e que estejamos no cerrado, que é o berço das águas das bacias brasileiras”.

O município, localizado junto às serras de Caldas Novas, faz parte da maior bacia hidrotermal do mundo. Goiás ainda é banhado por três importantes bacias hidrográficas: Paraná, Araguaia-Tocantins e do São Francisco. Para a gestora, ao sediar um evento deste porte, o Estado contribui para a discussão global sobre sustentabilidade e gestão responsável dos recursos naturais.   

A programação do evento está disponível no site. A abertura será realizada no domingo (10), com a premiação dos vencedores de um concurso de fotografia promovido pela Semad com o mesmo tema do seminário. Os três dias seguintes serão de palestras, oficinas e debates.

Durante o evento, o governo apresentará a “Estratégia Goiás Carbono Neutro 2050”, documento destinado a orientar ações relacionadas à mudança do clima em Goiás. A meta é zerar as emissões de carbono até 2050, integrando esforços pro desenvolvimento de uma matriz produtiva que seja tecnologicamente sofisticada, ambientalmente limpa e economicamente competitiva no mercado nacional e internacional.

O Estado também deve assumir compromissos relacionados ao controle do desmatamento ilegal, publicar o decreto de reativação do Fórum de Mudanças Climáticas, e assinar, com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o termo de adesão do Pacto pela Governança das Águas. O pacto visa ao aprimoramento da gestão dos recursos hídricos, à regulação dos serviços de saneamento e à melhoria da segurança de barragens.

Leia mais:Após suspender viagens, 123Milhas pede recuperação judicial

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