Eduardo Pinheiro aprova mudança de jogo do Goiás na Copinha

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Por: Juliano Moreira

Na última quarta-feira (18), o Goiás derrotou o Sport por 1 a 0 e se classificou para a fase semifinal da Copinha, o que não acontecia desde 2013, ano em que o Esmeraldino chegou à decisão da competição, onde acabaria sendo derrotado pelo Santos pelo placar de 3 a 1. A campanha é, até hoje, a melhor participação de um clube goiano no torneio.
 
Agora, 10 anos depois, enquanto a equipe alviverde tenta reeditar o sucesso que os comandados de Augusto César tiveram em 2013, um tema envolvendo o confronto contra o Palmeiras tem sido alvo de bastante debate. No dia seguinte à classificação esmeraldina, a Federação Paulista de Futebol (FPF), organizadora da Copinha, alterou o horário e o local do jogo entre os alviverdes.
 
Ao invés de acontecer às 19h do próximo sábado (21), no estádio Bruno José Daniel, na cidade de Santo André, o duelo foi transferido para às 21h, no Allianz Parque, em São Paulo, que é a casa palmeirense. O motivo da alteração, segundo a entidade, foi “possibilitar maior segurança para a partida”, que deve receber um bom público.
 
A mudança da sede do confronto gerou bastante repercussão negativa, sendo criticada por diversos jornalistas esportivos. No entanto, o diretor de futebol da base do Goiás, Eduardo Pinheiro, vai na contramão das críticas. Em entrevista exclusiva à Rádio Bandeirantes, o dirigente disse ter gostado da decisão da Federação Paulista de Futebol (FPF), pois entende que os jogadores esmeraldinos têm vontade de jogar no estádio palmeirense. No entanto, ele entende que o que foi feito pela organização do campeonato é algo incorreto e que, se fosse em uma competição profissional, o clube tentaria evitar a troca.
 
“Uma coisa é eu gostar e outra é achar que foi correto. Não foi correto. De forma alguma. Se fosse em algum torneio profissional, nós estaríamos fazendo alguma coisa nos bastidores, para evitar essa troca (de local da partida). Mas, pensando no lado da formação dos atletas, eu penso que, se eu fosse um atleta, eu ia querer muito jogar em um Allianz Parque lotado, ao invés de jogar em Santo André. Os jogadores querem muito jogar lá e vivenciar isso. Então, por mais que não seja correto da parte da Federação (Paulista de Futebol), a minha opinião é que os jogadores querem jogar no Allianz Parque. Por tudo que envolve. Mas não foi uma decisão correta. Mas nós entendemos que, por ser um torneio organizado pela Federação, eles vão fazer de tudo para privilegiar os times da Capital (de São Paulo) e os times grandes do Estado de São Paulo. Mas é só mais um combustível para nós. E significa que o nosso time está fazendo barulho. Se eles não estivessem com tanto receio de enfrentar o Goiás, provavelmente teriam mantido o campo neutro”, disse Eduardo Pinheiro à Bandeirantes.

Goiás e Palmeiras se enfrentarão neste sábado (21), às 21h, no Allianz Parque. Quem vencer, enfrentará o ganhador do duelo entre América-MG e Santos, que jogam no domingo (22), às 20h30, na Vila Belmiro.

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