Câmara decide se derruba veto de prefeito acerca da mudança da Avenida Castello Branco para Iris Rezende

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Nesta quarta-feira (16), durante reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), foi aprovada a derrubada do veto do prefeito Rogério Cruz (Republicanos) à mudança do nome da Avenida Castello Branco para Avenida Iris Rezende Machado.

Em entrevista à Bandeirantes, o vice-presidente da Câmara Municipal de Goiânia e autor do projeto, Clécio Alves (MDB), disse que a proposta é do Legislativo e não merecia ser vetada pelo prefeito Rogério Cruz, que teria sido infeliz nessa decisão — segundo Clécio.

“Foi com surpresa porque, primeiro que o projeto não é de governo, não é projeto da prefeitura e nem do chefe do Executivo. E na minha opinião, além do projeto não ser do governo e nem de autoria do governo, como é do Legislatico, cabe ao Legislativo apresentar e não merecia ser vetado até por se tratar de quem se trata. O prefeito Rogério Cruz, na minha opinião, foi infeliz”, disse o vereador.

O parlamentar falou ainda que nesta quinta-feira (17) o projeto será colocado em votação no início dos trabalhos do dia e que precisa de apenas 18 votos para derrubar o veto do Executivo.

“Amanhã [quinta-feira (17)] eu determinei que seja o primeiro a ser votado, os vereadores da Casa vão se posicionar, todos, com voto nominal no painel para manter o veto. É preciso de 18 votos para derrubar o veto do prefeito ou então o veto é mantido”, explica.

Sobre a nota do Fórum de Entidades Empresariais do Estado de Goiás (FEE), repudiando a derrubada do veto do prefeito na CCJ, Clécio disse que ninguém mais que Iris Rezende fez trabalhos em prol do agronegócio em Goiás.

“Eu diria aos comerciantes que, primeiro, os comerciantes são do agronegócio. Ninguém no estado fez para o agronegócio que o Iris, inclusive foi o Iris que levou energia, asfalto, estrada, foi o Iris que fez parte, inclusive, comprando ali”, diz Alves.

Questionado pela Bandeirantes se este evento deixa alguma rusga entre Clécio e o prefeito Rogério Cruz, o vereador foi tachativo e disse que é amigo pessoal de Rogério, que é da base do governo e que o episódio foi apenas uma infelicidade do chefe do Executivo goianiense.

“A Câmara não é capacho do Executivo, não é apêndice, nós somos um poder independente. Eu sou da base, sou amigo pessoal do prefeito Rogério Cruz. Então essa questão foi uma ação infeliz dele que não cabe a mim questionar e nem julgar, ele fez o que achou que deveria fazer e eu achei o que acho que devo fazer”, concluiu Alves.

Ainda segundo o emedebista, a sugestão pela troca de nome da Avenida foi inspirada no trabalho e no papel político desempenhado por Iris, como vereador, senador, ministro da Agricultura e da Justiça do Brasil, governador de Goiás por duas vezes e prefeito de Goiânia por três mandatos e que faleceu em 9 de novembro de 2021.


Leia mais: Prefeitura de Goiânia recolhe 45 mil toneladas de entulho das ruas por mês

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