Diretor financeiro do SindiColetivo pede que usuários apoiem a greve: “A dor é deles também”

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O diretor financeiro do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano de Goiânia e Região Metropolitana (SindColetivo), Carlos Alberto Santos, fez duras críticas as empresas de transporte da capital e explicou os motivos que levaram a decisão de realizar a greve, programada para ter início na próxima segunda-feira (09). A categoria cobra reajuste de 6% no salário base dos condutores e 10% no vale alimentação para continuar as negociações sem paralisação.

De acordo com Carlos, as negociações tiveram início nos primeiros meses de 2020, entretanto, por conta da pandemia e da crise estabelecida no país, foram paralisadas. “O que está acontecendo agora é isso, há uma retomada da economia incentivada pelo próprio governo, as empresas estão anunciando a volta total dos ônibus nas linhas e nós também pedimos a retomada das negociações”, explica ele.

O SindiColetivo conseguiu a intermediação das negociações junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT), quando as empresas ofereceram 0% de aumento no salário. “Pediram que abríssemos mão da cesta natalina e aceitássemos parcelar nosso décimo terceiro em três pagamentos”, relata Carlos. “Nós tentamos de todas as maneiras um reajusta mínimo. Baixamos de 50 para 30 itens de reinvindicação, mas eles se quer querem conversar”, argumentou.

Apoio da população

Ao final da entrevista, Carlos pediu apoio da população. “Gostaria que os usuários de ônibus tomassem a nossa dor, porque a dor é deles também, eles também estão sendo explorados por essa classe empresarial”, sublinhou. “Que eles tomem essa dor junto conosco para que essa seja uma greve satisfatória para o motorista e que ele possa vir trabalhar com maiores condições de trabalho, mais dignidade”.

Presidente da SET diz que não é momento de reajustes

Em entrevista ao Jornal Bandeirantes desta quarta-feira (04), o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano e Passageiros da Região Metropolitana de Goiânia (SET), Adriano Oliveira, disse que “é um direito dos trabalhadores”, porém o momento é “inapropriado para se discutir isso”.

A SET entende que não é o momento para discutir a recomposição dos vencimentos, ou seja, reajuste salarial da categoria, o que de acordo com o sindicato, traria ainda mais graves consequências como demissões, paralisação da operação ou redução drástica da oferta à população.

Segundo a SET, as concessionárias da Região Metropolitana de Goiânia acumulam prejuízos superiores a R$ 60 milhões, com queda na demanda de passageiros que chegou a 80% e hoje se encontra em cerca 52%. (Veja a entrevista completa com Carlos Alberto Santos).


Leia mais: Goiás pode ser o primeiro do Centro-oeste a realizar transplantes de pâncreas

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